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14/02/14 - 15h13
por Manoella Barbosa

direto de Berlim, especial para o Cinema em Cena


Uma das facetas de Castanha em seus shows em Porto Alegre.

O filme Castanha, de Davi Pretto, terá hoje, 14 de fevereiro, a última de suas quatro exibições em Berlim. O filme é um documentário de 95 minutos sobre o artista de nome homônimo, principalmente conhecido no meio GLS da cidade de Porto Alegre.

Em evento em uma sala do Instituto Ibero-Americano de Berlim, a Embaixada do Brasil convidou o diretor e parte do elenco para falar sobre o filme, o primeiro em longa-metragem do cineasta nascido na capital gaúcha.

Dificuldades em dirigir alguém com mais do dobro de sua idade não existiram para Davi, de 25 anos, que respondeu à pergunta do moderador alemão da seguinte forma: “Independente da idade, houve uma identificação. Castanha é um artista, é alguém que está tentando viver da sua arte. E, eu, como cineasta, conheço bem os percalços de quem opta por viver da arte. Então, mais do que ser jovem ou velho, somos dois artistas. E esse é o nosso elo de ligação."

João Carlos Castanha, de 52 anos, começou a fazer teatro em 1972 e é conhecido atualmente no Rio Grande do Sul por causa de seus shows, onde aparece transvestido. Para Pretto, foi importante captar todas as facetas de Castanha: “Assim como eu estou aqui agora fazendo meu papel como diretor, faço meu papel em casa como bom marido, com a minha esposa e meus cachorros; e farei meu papel mais tarde também, quando for para uma festa”, explica ele. “Castanha também é assim, multifacetário. É performista, é filho, é amigo, é trabalhador.”

Seco, tosco e sujo

Castanha, também presente na coletiva, sublinha a veracidade de sua atuação no longa: “Eu fui e sou muito verdadeiro em tudo o que faço. As cenas foram feitas de improviso, o que é mostrado ali é a minha vida.”

O diretor diz ter feito um filme “seco, tosco e sujo”, que retrata “a vida noturna porto-alegrense. A imagem é muito importante para Davi: “Mais do que através de dialógos, Castanha é um filme que tenta captar os sentimentos das personagens através do olhar deles. Isso foi fundamental para mim.”

Castanha acaba de ser convidado para a primeira edição da Art of the Real, uma mostra de filmes não-ficcionais organizada pela renomada Film Society of Lincoln Center, que acontecerá em abril deste ano, em Nova York. A entidade é também responsável pela realzação do Festival de Cinema de Nova York.   

Ainda não se sabe quando os espectadores brasileiros poderão assistir a Castanha. Apesar da ascendente trajetória em festivais, o filme ainda não conseguiu distribuidor em seu país.

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