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Em Berlim, diretores brasileiros falam de novos projetos
07/11/14 - 22h59
por Manoella Barbosa

Fernando Coimbra, diretor de O Lobo Atrás da Porta - Divulgação
Fernando Coimbra, diretor de O Lobo Atrás da Porta

Desde a última quarta-feira, dia 29, o público berlinense tem a oportunidade de conferir uma seleção de filmes brasileiros exibidos no Festival de Cinema do Rio do ano passado.

É a sexta edição do festival Première Brasil, que segue na Haus der Kulturen der Welt (Casa de Culturas do Mundo) até este domingo, 9 de novembro. Entre os 13 filmes selecionados estão um filme de animação (O Menino e o Mundo, de Alê Abreu), documentários (Cativas, de Joana Nin; A Gente, de Aly Muritiba), curtas-metragens (Fernando que Ganhou um Pássaro do Mar, de Felipe Bragança e Helvécio Marins Jr.) e longas-metragens - entre eles, os vencedores do Redentor de Melhor Filme, De Menor, de Caru Alves de Souza, e O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra. Pela primeira vez em 16 anos de evento, dois filmes dividiram o prêmio.

O Cinema em Cena conversou com Caru Alves de Souza, Fernando Coimbra e Aly Muritiba em Berlim, numa tarde de sol do outono ameno da capital alemã. Seguem trechos da conversa:

Cinema em Cena: Fernando e Caru, obrigada por terem aceito o convite para esta conversa. A primeira coisa que eu gostaria de saber de vocês é qual foi o último fime a que assistiram e por quê?

Fernando Coimbra: Eu vi um filme do Tom Cruise [risos] no avião para cá, No Limite do Amanhã. Em viagens de avião eu sempre opto por filmes facinhos de digerir, coisa que eu possa dormir no meio do filme [risos] e não vai mudar nada. Surpreendentemente, o filme me prendeu. Nem deu vontade de dormir. É bem intrigante, bem-feito. Gostei do roteiro, cheio de umas sacadas legais. Me liguei muito na estrutura e na narrativa inteligente.

Caru Alves de Souza: Fiquei curiosa para ver este filme!

Fernando Coimbra: Calma, não é nada genial! [risos]. Foi bem proveitoso, mas não foi o filme dos filmes.

Caru Alves de Souza, diretora de De Menor - DivulgaçãoCaru Alves de Souza: Eu assisti a Olho Nu, do Joel Pizzini, que foi exibido na Mostra Cinema Conquista, na Bahia. Gostei muito, tanto por curtir demais o Ney Matogrosso e o que ele fazia com o Secos e Molhados, mas também para prestigiar o trabalho do Pizzini, que é um amigo. O filme tem uma estrutura de associação livre, me interessou muito. Eu, aliás, anoto todos os filmes a que assisto.

Fernando Coimbra: Você anota todos os filmes que você assiste?? Uau!

[Fernando e Caru discorrem sobre os prêmios que os filmes De Menor e O Lobo Atrás da Porta ganharam até agora, tentam explicar os motivos de tanto apreço tanto de crítica quanto de público. Fernando se confude com alguns prêmios, já não sabe citar todos. “Tá vendo, tem que anotar”, fala Caru, às gargalhadas. A funcionária do departamento de imprensa adentra a sala, pergunta quanto tempo ainda durará a entrevista. Peço dez minutos. Ela responde cinco. Caru e Fernando entendem. A funcionária bate a porta, visivelmente irritada.]

Fernando Coimbra: Cinco minutos, hein? Isto aqui está parecendo debate presidencial [risos].

Caru Alves da Souza: Eu vou ficar que nem a Dilma, fazendo umas caras assim [faz caretas].

Cinema em Cena: Quais são os projetos para 2015?

Fernando Coimbra: No primeiro semestre de 2015 sai uma série que eu dirigi para a HBO Brasil, chama-se O Homem da Sua Vida. É uma adaptação da série argentina El hombre de tu vida, dirigida pelo vencedor do Oscar Juan José Campanella. Eu dividi a direção com o Daniel Rezende [montador indicado ao Oscar por Cidade de Deus] e o Pedro Amorim [diretor da comédia Mato Sem Cachorro]. Serão 13 episódios. Em 2015 começo a captar recursos para um projeto de longa, Os Enforcados, um thriller passado no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca...

Cinema em Cena: Seu tempo acabou, Fernando.

[risos gerais]

Fernando Coimbra [imitando alguém tirando um microfone dele, eleva o tom de voz]: Os Enforcados sai em 2017!! Em 2017!!

Caru Alves de Souza: Eu vou começar a desenvolver meu próximo projeto em 2015, vou ficar o ano todo trabalhando nele. Chama-se Bagdá e é uma história que gira em torno de skatistas da periferia de São Paulo.

Fernando Coimbra: Mas por quê vamos acabar agora? Ela falou cinco minutos.

[No exato momento, a funcionária entra de novo. Me avisa que Aly Muritiba já está esperando. Fernando e Caru se despedem e saem. Aly Muritiba entra].

A entrevista com Aly Muritiba pode ser lida aqui.

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